
Sinopse:
Esperada há anos pelos leitores de O Príncipe
das Marés e de Beach Music, esta nova saga - um formidável hino à sua
Carolina do Sul - confirma Pat Conroy como um monstro sagrado da literatura
norte-americana.
Crónica familiar, O Primeiro verão das Nossas Vidas é
também a história de uma geração - a do narrador, Leo King, e de um grupo de
adolescentes com as mais variadas proveniências: rejeitados da aristocracia
local, órfãos dos Apalaches, o filho do treinador negro da equipa de futebol,
os gémeos Sheba e Trevor Poe, de uma beleza inolvidável, que tentam escapar ao
controlo de um pai psicótico... A narrativa decorre entre 1969, o ano glorioso
em que Leo e os seus amigos partem ao assalto das barreiras religiosas,
sexuais, sociais e raciais da sua cidade de Charleston, e 1989, quando Sheba,
agora uma estrela de Hollywood, lhes pede para encontrarem o seu irmão gay,
desaparecido em São Francisco.
O Primeiro verão das Nossas Vidas pertence àquela linhagem dos
grandes romances de formação, impossíveis de resumir de tal modo são ricos em
ação, mas que se devoram página após página.Opinião:
"O Primeiro Verão das Nossas Vidas" está agora, com certeza, entre os meus livros favoritos. Tenho de confessar que por alguns momentos perdi um pouco o interesse por ele, mas mesmo assim não desisti de lê-lo por conta da imensa curiosidade que tinha por saber como Pat Conroy iria terminá-lo. O livro começou muitíssimo interessante, porém, como referi, foi perdendo o seu interesse. Talvez esta tenha sido uma tática do seu autor, quem sabe ? Seja o que for, tenho que dizer que funcionou lindamente. Este é um livro excepcional cheio de emoções e pode tornar-se um pouco angustiante, isso sem referir o quanto este tornou-se viciante para mim.
Pat conseguiu unir tudo em um só livro, conseguiu conciliar a relação de Leo - o protagonista - com a sua família, com os amigos de sua escola , com a religião, e sobretudo consigo mesmo, o que pode ser um pouco perturbador pois este é um rapaz problemático, mas ao mesmo tempo é ele quem nos cativa e nos prende ao livro, não nos deixando largá-lo até que o acabemos de ler. Todas as personagens são perfeitas à sua maneira ao meu ver, todas elas têm fortes personalidades e traços marcantes. Este não é o tipo de livro que há o lado bom e o lado mau, é apenas um livro que representa os sentimentos de um grupo de pessoas do qual qualquer pessoa consegue identificar-se. Foi também um grande aprendizado para mim, pois conseguimos identificar facilmente a força de cada uma das personagens perante devidas situações complicadas, mostrando-nos o quão fortes e determinados são, ultrapassando todas as suas dificuldades mesmo quando tudo parece perdido, o que fez com que eu tivesse uma enorme ligação com cada uma das personagens, individualmente. Nomeadamente com o próprio protagonista, que por mais que mude ao longo do livro, mostra-nos que devemos sim amadurecer, mas acima de tudo, nunca perder a nossa essência.
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